Ana Pincolini


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Por Ana Pincolini

Coluna da Ana: o que esperar dessa nova conversa?

Com esse texto, corto a fita inaugural do espaço “Coluna da Ana”. Ao longo da minha trajetória na Internet, essa será minha terceira “fita inaugural”. A primeira foi o Blog SUAS Conversas, em 2016, projeto que misturava Blog e Podcast (na época em que Podcast era somente áudio) e que durou até 2020, quando cortei a segunda fita inaugural e o SUAS Conversas virou canal no Youtube. o

Mas como eu continuo sentindo muita necessidade de escrever, chegou a hora de cortar uma terceira fita inaugural: vamos dar as boas-vindas à recém-nascida Coluna da Ana.

Vocês sabem que eu tenho um pé no jornalismo – na verdade, acho que ter feito mais de 70% do curso representa mais do que “um pé”, rsrs.

Confesso que eu sempre quis assinar uma coluna em um jornal. Essa oportunidade não surgiu – e nem sei se caberia na minha vida hoje, tendo em vista que um colunista tem que ter periodicidade fixa: se a coluna é semanal, faça chuva ou faça sol, o texto tem que estar estampado no jornal na data certa. Realmente, conciliando a carreira de servidora pública, a produção de conteúdo nas redes sociais e uma empresa de educação permanente, eu não conseguiria honrar o compromisso com o leitor.

Mas, porém, contudo, entretanto…

Como a Internet democratizou as vozes – e como eu tenho esse site no qual você navega agora, estou com a faca e o queijo nas mãos para fazer uma coluna do jeito que consigo: sem periodicidade fixa de escrita, alimentada ao sabor da inspiração.

É como aquele ditado: “eu mesma cortei o pau, eu mesma fiz a gamela. Não achei pra quem vender, eu mesma fiquei com ela!” – leia-se: já que nenhum jornal me convidou pra ser colunista [pitada de frustração no ar], eu mesma fiz minha coluna, ora bolas.

Vamos falar um pouco das “colunas”. Elas surgem no jornalismo impresso como um formato de texto, já que os primeiros jornais – os atuais também – usavam um papel muito grande, de modo que a leitura fica muito exaustiva se a linha ocupar a largura inteira da página. Foi por esse motivo que as páginas passaram a ser divididas em blocos verticais de texto, chamados colunas.

Com o tempo, alguns jornais começaram a reservar espaços fixos (ex.: a terceira coluna da página tal) para determinados assuntos – a coluna de economia do fulano, a coluna social, a coluna policial – de modo que os leitores já iam direto para aquele lugar específico do jornal buscar o texto sobre o assunto pelo qual se interessavam.

Como algumas colunas eram escritas sempre pelo mesmo autor, começou a surgir a função de “colunista”, sendo comum os leitores discutirem o que leram na coluna do fulano”. Aquele espaço físico vertical de tantos caracteres deixou de ser só um lugar do jornal e passou a ser identificado como a voz de um autor específico, geralmente uma voz opinativa e bastante próxima do leitor – diferente das notícias – que são factuais e devem – deveriam, pelo menos – ser impessoais.

Aí é que a coluna se consolida como gênero jornalístico, caracterizado por periodicidade fixa (que não teremos aqui, só prometo o que posso cumprir rsrr) e forte tom pessoal e opinativo.

Vamos dizer que, assim como sou “70%” jornalista, essa minha coluna que nasce hoje cumpre 70% dos requisitos desse gênero jornalístico: faltam-lhe estar num jornal e ter periodicidade fixa. Mas ela terá opinião e forte tom pessoal, terá o visual padrão e ficará localizada sempre no mesmo cantinho. Por meio dela, serei uma “colunista ocasional”.

Espere ler aqui textos opinativos sobre assistência social, incluindo compartilhamento de experiências e comentários sobre o que vai acontecendo. Alguns roteiros de Youtube que eu achar que merecem também estarão aqui em formato de texto.

Essa é mais uma das nossas muitas conversas, nós que já conversamos lá pelo Youtube e pelo Instagram. Só que lá temos equipamentos mediadores – câmera, microfone, iluminação, toda uma parafernália – e elementos visuais, como cenário, maquiagem, a própria imagem – que competem com “o suco” do conteúdo.

Aqui somos só eu e você, é texto recém-nascido sobre o papel (ou melhor: sobre a tela).

Bem-vindos e bem-vindas a esse novo espaço de conversa!

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