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Ana Pincolini

QUANDO A INTENCIONALIDADE SUICIDA APARECE NO SUAS

A necessidade de trabalhar esse tema partiu de um incômodo: ao longo dos últimos anos, com a disseminação da campanha Setembro Amarelo, muitos municípios têm realizado ações de caráter pontual e até inadequadas para a complexidade do tema, individualizando a questão do suicídio (sem considerar o caráter multifatorial e social) e adotando um viés motivacional. Além disso, para além da campanha – e não apenas em setembro – coloca-se uma questão primordial: quando a intencionalidade suicida aparece no cotidiano do SUAS – em um atendimento no CRAS, no CREAS ou SCFV: os profissionais sabem como proceder? Eles estão preparados? Essa é uma resposta que o presente minicurso pretende dar, apontando procedimentos básicos de escuta e encaminhamento e propondo uma discussão que vai além do viés individualizante e motivacional que tem sido dado ao tema.

Atente-se para as datas e horários

JUSTIFICATIVA
Em função do potencial vinculante dos serviços do SUAS, muitas pessoas se sentem à vontade para relatar situações de violências e violações de direitos. No entanto, esse mesmo potencial vinculante torna possível que os usuários relatem sentimentos de desesperança, ideias de morte, ideação ou planos de suicídio. Diante disso, as equipes do SUAS precisam saber como acolher essas situações, sem os tabus que cercam os temas, como atuar com sensibilidade e para onde encaminhar. Nesse contexto, os profissionais do SUAS também podem ser um fator de proteção e contribuir para mudar o curso de uma história.
 
PÚBLICO-ALVO
  • Profissionais do CRAS, CREAS e de Serviços de acolhimento institucional ou familiar 
  • Profissionais que atuam em Organizações da Sociedade Civil (OSC) na proteção social básica, média ou de alta complexidade 
  • Gestores de assistência social  
 
 
OBJETIVO GERAL
  • Descrever procedimentos básicos de escuta e encaminhamento diante de relatos de intencionalidade suicida recebidos durante atendimentos em serviços do SUAS.   
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • Contribuir para difundir uma visão crítica sobre a campanha setembro amarelo: limites, cuidados a serem tomados e o papel da vigilância 
  • Contribuir para ampliar a forma como a intencionalidade suicida é socialmente compreendida – para além de um fenômeno individual, ultrapassando a esfera da saúde mental e incluindo aspectos sociais mais amplos 
  • Contribuir para a segurança dos profissionais do SUAS em relação a como proceder diante de relatos de intencionalidade suicida 
 
PROGRAMAÇÃO

Encontro único: 03.10.2026, das 9h às 12h

      • Um olhar crítico sobre o setembro amarelo 
      • Um olhar multifatorial sobre a intencionalidade suicida 
      • Um olhar prático para além da campanha: procedimentos básicos de escuta e encaminhamento
 
METODOLOGIA
  • Minicurso com aula online síncrona (ao vivo) por meio do Google Meet com possibilidade de interação  
 
MODALIDADE DE EDUCAÇÃO PERMANENTE NO SUAS:
Modalidade conforme a classificação da PNEP/SUAS (Brasil, 2013): Capacitação Introdutória Carga horária das aulas síncronas:  03 horas aula Carga horária total da certificação:  03 horas aula
 

Vamos juntos qualificar o fluxo de referência e contrarreferência entre os níveis de proteção social do Suas nos municípios

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Investimento:

Para você ou prefeitura

Desconto de 10% na compra de três ou mais inscrições.

Curso insdisponível

A inscrição inclui:

Docente:

Psicóloga pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, 2004), Mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2010), com pesquisa e dissertação na temática da violência sexual contra crianças e adolescentes. Servidora pública na Fundação de Assistência Social (FAS) de Caxias do Sul (RS) desde 2008, com atuação enquanto técnica de nível superior (psicóloga) no CRAS (2008 a 2013) e gestora – coordenadora do CREAS (2013 a 2017), Diretora de Proteção Social Especial (2017 a 2020) e Diretora de Gestão do SUAS (2020 a 2023). Foi docente dos cursos de graduação em Direito e Psicologia na Faculdade da Serra Gaúcha (FSG) entre 2016 e 2020, ministrando a disciplina de Psicologia Jurídica, e da especialização em Avaliação Psicológica, ministrando a disciplina de Avaliação Psicológica no contexto jurídico. Desde 2017, atua com educação permanente na assistência social por meio de cursos e eventos presenciais e online e produção de conteúdo gratuito no canal SUAS Conversas, no Youtube.  

Palavra da professora:

De que lugar eu falo ao ministrar esse curso: 

Esse curso é fruto da minha experiência de atuação no campo da assistência social desde 2008, em que tive a oportunidade de trabalhar tanto na Proteção Social Básica (como psicóloga do Cras) quanto na especial (como coordenadora do Creas e, posteriormente, diretora da PSE de média e alta complexidade de Caxias do Sul (RS). Ao ocupar esses lugares, pude participar ativamente da construção  dos dois protocolos de gestão dos Cras do município (o primeiro em 2012, o segundo em 2024) e do Protocolo de Gestão dos Creas (2020). Nessas construções, foi necessário pensar a relação entre as unidades – superando a lógica do “encaminhamento” e compreendendo que a relação delas é mais do que isso: é um processo de referência e contrarreferência. Pude, ainda, enquanto diretora de PSE, conduzir o processo coletivo de reordenamento da rede de média complexidade e  seu referenciamento aos Creas, assim como acompanhar o processo coletivo de reordenamento dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), conduzido pela então diretora de PSB, que incluiu o processo de referenciamento dos SCFV executados por OSC aos Cras. Faço questão de salientar que, embora a direção tenha a função de gestão dos processos de reordenamento e referenciamento, nossa experiência é na construção coletiva desses processos, a partir das contribuições dos atores envolvidos conjugadas às normativas do Suas, resultando em protocolos de gestão e fluxos pactuados coletivamente. Ao ocupar tanto a coordenação do Creas quanto a direção de PSE, pude acompanhar – e até fazer parte – dos frequentes conflitos entre Cras e Creas, propondo soluções – algumas com sucesso, outras nem tanto – que compõem hoje um acervo de possibilidades de fluxos e procedimentos que compartilho nesse curso, buscando contribuir com os municípios no aperfeiçoamento da referência e contrarreferência em nível local.  

Perguntas frequentes

A PREFEITURA PODE ADQUIRIR O CURSO COM RECURSOS FEDERAIS?

Sim, com base no Decreto Nº 7.788/2012, os recursos oriundos do FNAS repassados na modalidade fundo a fundo podem ser gastos no cofinanciamento para a capacitação de recursos humanos e o desenvolvimento de estudos e pesquisas essenciais à execução de serviços, programas e projetos de assistência social. Para tal, podem ser utilizados recursos dos seguintes blocos:  

Bloco da Proteção Social Básica (PSB): conforme a NOB-RH/SUAS, podem ser utilizados para custeio de capacitações, incluindo diárias e passagens no caso de eventos presenciais.  

Bloco da Proteção Social Especial (PSE) da Média e Alta Complexidade (MAC): conforme a NOB-RH/SUAS, podem ser utilizados para custeio de capacitações, incluindo diárias e passagens no caso de eventos presenciais.  

Recursos do IGD-M (IGD-PBF): podem ser utilizados para compra de inscrições para capacitação de servidores envolvidos no processo de acompanhamento das condicionalidades, gestão municipal do Cadastro Único de Programas Sociais e Controle Social. Além das inscrições, também podem ser utilizados para pagamento de diárias e passagens no caso de cursos e eventos presenciais (encontros, seminários e outros). 

Recursos do IGD-SUAS: podem ser utilizados para organização, financiamento e participação em cursos e eventos, inclusive a participação dos conselheiros da sociedade civil.   

Recursos do Programa Criança Feliz (PCF)/ Primeira Infância no SUAS: de acordo com a Portaria n° 664/2021 (art. 4º e art. 75), os recursos podem ser utilizados para viabilizar a participação da Equipe PCF em cursos e eventos de capacitação.  

 

MEU MUNICÍPIO PODE SE INSCREVER POR EMPENHO?

Sim. Além da contratação por empenho, é possível contratar por boleto, PIX ou transferência bancária. Cada município executa um procedimento específico. Disponibilizamos em nosso site os documentos necessários para contratação. Encaminhe para o Setor de Compras/Financeiro do seu município.

Em caso de dúvidas, entre em contato conosco por meio do email: [email protected]

O CURSO SERÁ OFERTADO SOMENTE AO VIVO?

SIM. Em função da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei nº 13.709/2018, que protege os direitos individuais  de liberdade e privacidade, como o curso possibilita interação, ficando gravadas perguntas, falas e imagens dos participantes, a capacitação deve ser assistida AO VIVO. A gravação somente será disponibilizada por tempo determinado e mediante apresentação de atestado médico que comprove impossibilidade de assistir à aula na data e horário em função de afastamento de saúde. Consulte regulamento. Para melhor aproveitamento, orienta-se a utilização de fones de ouvido, microfone e câmera.   

 

FORNECE CERTIFICADO?

Sim. Os certificados serão disponibilizados a todos os participantes que estiverem presentes nas aulas.

QUAIS SÃO AS FORMAS DE PAGAMENTO DISPONÍVEIS?

Você pode pagar à vista no boleto ou em até 12x nos principais cartões. O pagamento no boleto leva até 48 horas para confirmação da inscrição. Já no cartão de crédito a confirmação é imediata. Prefeituras podem optar pelo pagamento por empenho.

ESSE CURSO PODE SER VALIDADO COMO EDUCAÇÃO PERMANENTE NO SUAS?

Sim, pois o projeto pedagógico do curso foi elaborado seguindo os princípios da Política Nacional de Educação Permanente do Suas (PNEP, 2013). Com base nos critérios da PNEP, o curso é do tipo "Capacitação introdutória".

Dúvidas?

Chama no suporte no whatsapp