A necessidade de trabalhar esse tema partiu de um incômodo: ao longo dos últimos anos, com a disseminação da campanha Setembro Amarelo, muitos municípios têm realizado ações de caráter pontual e até inadequadas para a complexidade do tema, individualizando a questão do suicídio (sem considerar o caráter multifatorial e social) e adotando um viés motivacional. Além disso, para além da campanha – e não apenas em setembro – coloca-se uma questão primordial: quando a intencionalidade suicida aparece no cotidiano do SUAS – em um atendimento no CRAS, no CREAS ou SCFV: os profissionais sabem como proceder? Eles estão preparados? Essa é uma resposta que o presente minicurso pretende dar, apontando procedimentos básicos de escuta e encaminhamento e propondo uma discussão que vai além do viés individualizante e motivacional que tem sido dado ao tema.
Em função do potencial vinculante dos serviços do SUAS, muitas pessoas se sentem à vontade para relatar situações de violências e violações de direitos. No entanto, esse mesmo potencial vinculante torna possível que os usuários relatem sentimentos de desesperança, ideias de morte, ideação ou planos de suicídio. Diante disso, as equipes do SUAS precisam saber como acolher essas situações, sem os tabus que cercam os temas, como atuar com sensibilidade e para onde encaminhar. Nesse contexto, os profissionais do SUAS também podem ser um fator de proteção e contribuir para mudar o curso de uma história.
Encontro único: 03.10.2026, das 9h às 12h
Modalidade conforme a classificação da PNEP/SUAS (Brasil, 2013): Capacitação Introdutória
Carga horária das aulas síncronas: 03 horas aula
Carga horária total da certificação: 03 horas aula
R$ 119,00
Psicóloga pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, 2004), Mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2010), com pesquisa e dissertação na temática da violência sexual contra crianças e adolescentes. Servidora pública na Fundação de Assistência Social (FAS) de Caxias do Sul (RS) de 2008 a 2026, com atuação enquanto técnica de nível superior (psicóloga) no CRAS (2008 a 2013) e gestora – coordenadora do CREAS (2013 a 2017), Diretora de Proteção Social Especial (2017 a 2020), Diretora de Gestão do SUAS (2020 a 2023) e Gerente de serviços estatais da DGSUAS (2024). Ainda na FAS, foi também psicóloga da Diretoria de Projetos e Inovação Social (DPIS) e técnica de referência do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). Enquanto servidora pública, atualmente é diretoria da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Caxias do Sul, estando lotada na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) desde março de 2026. Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA – Caxias do Sul), gestões 2023/2024 e 2025/2026. Foi docente dos cursos de graduação em Direito e Psicologia na Faculdade da Serra Gaúcha (FSG) entre 2016 e 2020, ministrando a disciplina de Psicologia Jurídica, e docente da especialização em Avaliação Psicológica, ministrando a disciplina de Avaliação Psicológica no contexto forense. Desde 2017, atua com educação permanente no SUAS por meio de cursos e participações em eventos presenciais e online e produção de conteúdo autoral de acesso gratuito no canal SUAS Conversas, no Youtube.
Sim, com base no Decreto Nº 7.788/2012, os recursos oriundos do FNAS repassados na modalidade fundo a fundo podem ser gastos no cofinanciamento para a capacitação de recursos humanos e o desenvolvimento de estudos e pesquisas essenciais à execução de serviços, programas e projetos de assistência social. Para tal, podem ser utilizados recursos dos seguintes blocos:
Bloco da Proteção Social Básica (PSB): conforme a NOB-RH/SUAS, podem ser utilizados para custeio de capacitações, incluindo diárias e passagens no caso de eventos presenciais.
Bloco da Proteção Social Especial (PSE) da Média e Alta Complexidade (MAC): conforme a NOB-RH/SUAS, podem ser utilizados para custeio de capacitações, incluindo diárias e passagens no caso de eventos presenciais.
Recursos do IGD-M (IGD-PBF): podem ser utilizados para compra de inscrições para capacitação de servidores envolvidos no processo de acompanhamento das condicionalidades, gestão municipal do Cadastro Único de Programas Sociais e Controle Social. Além das inscrições, também podem ser utilizados para pagamento de diárias e passagens no caso de cursos e eventos presenciais (encontros, seminários e outros).
Recursos do IGD-SUAS: podem ser utilizados para organização, financiamento e participação em cursos e eventos, inclusive a participação dos conselheiros da sociedade civil.
Recursos do Programa Criança Feliz (PCF)/ Primeira Infância no SUAS: de acordo com a Portaria n° 664/2021 (art. 4º e art. 75), os recursos podem ser utilizados para viabilizar a participação da Equipe PCF em cursos e eventos de capacitação.
Sim. Além da contratação por empenho, é possível contratar por boleto, PIX ou transferência bancária. Cada município executa um procedimento específico. Disponibilizamos em nosso site os documentos necessários para contratação. Encaminhe para o Setor de Compras/Financeiro do seu município.
Em caso de dúvidas, entre em contato conosco por meio do email: [email protected]
SIM. Em função da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei nº 13.709/2018, que protege os direitos individuais de liberdade e privacidade, como o curso possibilita interação, ficando gravadas perguntas, falas e imagens dos participantes, a capacitação deve ser assistida AO VIVO. A gravação somente será disponibilizada por tempo determinado e mediante apresentação de atestado médico que comprove impossibilidade de assistir à aula na data e horário em função de afastamento de saúde. Consulte regulamento. Para melhor aproveitamento, orienta-se a utilização de fones de ouvido, microfone e câmera.
Sim. Os certificados serão disponibilizados a todos os participantes que estiverem presentes nas aulas.
Você pode pagar à vista no boleto ou em até 12x nos principais cartões. O pagamento no boleto leva até 48 horas para confirmação da inscrição. Já no cartão de crédito a confirmação é imediata. Prefeituras podem optar pelo pagamento por empenho.
Sim, pois o projeto pedagógico do curso foi elaborado seguindo os princípios da Política Nacional de Educação Permanente do Suas (PNEP, 2013). Com base nos critérios da PNEP, o curso é do tipo "Capacitação de Atualização".
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