A primeira ferramenta prática construída especialmente para o reordenamento do processo de trabalho do CRAS por meio do aprimoramento do PAIF.
Muitas equipes se sentem frustradas porque sabem que é necessário mudar a rotina do CRAS, mas, imersas em um cotidiano de sobrecarga pela demanda espontânea para acesso a Benefícios Eventuais (BE), não sabem por onde começar. Esse curso oferece não apenas os primeiros passos, mas um percurso completo com as etapas de transformação do CRAS.
Com ênfase prática, o curso apresenta um passo a passo para reorganizar o processo de trabalho e focar no aprimoramento do PAIF. É destinado aos CRAS cujo cotidiano se assemelha a um grande “plantão social” e conta com exercícios práticos e tarefas para a equipe (para serem feitas na sequência do curso). As tarefas compõem as etapas para superar o plantão social e aprimorar o PAIF conforme as orientações técnicas nacionais. A linguagem visual é lúdica e rica de metáforas, o que torna mais leve a tarefa de superar o “plantão de emergências”. Você vai conhecer ferramentas teóricas e práticas, com destaque para o nosso Funil de Aprimoramento do PAIF (FAP), a única ferramenta de reordenamento de CRAS disponível no mercado, desenvolvida especificamente com essa finalidade.
A Educação Permanente no SUAS é definida como o processo contínuo de atualização e renovação de conhecimentos e práticas. De acordo com a Política de Educação Permanente (PNEP/SUAS) (Brasil, 2013), as ações de capacitação e formação devem responder às necessidades de aperfeiçoamento profissional identificadas no cotidiano dos serviços. Esse é o caso do presente curso, que busca responder, de modo prático, a um dos principais desafios dos CRAS: superar o ciclo de atendimentos reativos e pontuais focados na provisão de Benefícios Eventuais (BE). Desde 2002, antes mesmo da criação do SUAS (2005), a abertura de unidades CRAS passou a ser incentivada em nível nacional. Os CRAS foram implantados para materializar as diretrizes da nova Política de Assistência Social (2004), especialmente a matricialidade sociofamiliar e a territorialização, em uma perspectiva de coletivização das demandas. No entanto, as respostas pontuais que caracterizaram a assistência social brasileira no passado “invadiram” a novíssima unidade CRAS, configurando esse espaço como um local em que a atividade mais frequente passou a ser o atendimento individualizado de demandas espontâneas e pontuais. Nesse contexto, o trabalho social com famílias e territórios ficou prejudicado em sua potência de ação, surgindo, no cotidiano, a necessidade de reorganizar o processo de trabalho para recuperar a função para a qual os CRAS foram pensados: o Trabalho Social com Famílias e Territórios (TSFT) na Proteção Social Básica.
AULA 1. 25/03/2026, das 13:30 às 17:00 – Novo modelo, velhas práticas: fantasmas do passado a assombrar o CRAS
AULA 2. 26/03/2026, das 08:30 às 11:45 – Ferramentas para aprimoramento do PAIF
AULA 3. 27/03/2026, das 08:30 às 11:45 – Passo a passo do reordenamento do CRAS com foco no aprimoramento do PAIF
MODALIDADE DE EDUCAÇÃO PERMANENTE NO SUAS:
Modalidade conforme a classificação da PNEP/SUAS (Brasil, 2013): Capacitação de Atualização
Carga horária das aulas síncronas: 10 horas aula
Carga horária das atividades assíncronas: 34 horas (tempo estimado)
Carga horária total da certificação: 44 horas
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Psicóloga pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, 2004), Mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2010), com pesquisa e dissertação na temática da violência sexual contra crianças e adolescentes. Servidora pública na Fundação de Assistência Social (FAS) de Caxias do Sul (RS) desde 2008, com atuação enquanto técnica de nível superior (psicóloga) no CRAS (2008 a 2013) e gestora – coordenadora do CREAS (2013 a 2017), Diretora de Proteção Social Especial (2017 a 2020), Diretora de Gestão do SUAS (2020 a 2023) e Gerente de serviços estatais da DGSUAS (2024). Atualmente, psicóloga da Diretoria de Projetos e Inovação Social (DPIS) e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA – Caxias do Sul), gestões 2023/2024 e 2025/2026. Foi docente dos cursos de graduação em Direito e Psicologia na Faculdade da Serra Gaúcha (FSG) entre 2016 e 2020, ministrando a disciplina de Psicologia Jurídica, e docente da especialização em Avaliação Psicológica, ministrando a disciplina de Avaliação Psicológica no contexto forense. Desde 2017, atua com educação permanente no SUAS por meio de cursos e participações em eventos presenciais e online e produção de conteúdo autoral de acesso gratuito no canal SUAS Conversas, no Youtube.
De que lugar eu falo ao ministrar esse curso:
Contribuíram na construção desse curso a minha experiência de cinco anos enquanto psicóloga de um CRAS de grande porte em Caxias do Sul (RS), em que participei ativamente do processo de reorganização da unidade para superar o funcionamento “plantão social”, além de fazer parte do grupo que elaborou o primeiro Protocolo de Gestão dos CRAS de Caxias do Sul (2012). Esse curso também é fruto da experiência com consultorias prestadas aos CRAS de outros municípios entre 2015 e 2020, em que o principal objetivo da consultoria era a superação do funcionamento focado no atendimento pontual da demanda espontânea para acesso a benefícios eventuais, na lógica de plantão social. Dessas experiências, nasceram o livro Psicologia que sobe morro e desce ladeira: vinhetas não [?] clínicas de atuação da psicologia no CRAS, publicado pela editora Appris (2021) e a ferramenta Funil de Aprimoramento do PAIF (FAP), que apresenta um método para superação do modelo “plantão social” por meio da compilação de experiências bem-sucedidas. A ferramenta FAP foi publicada pela Ana Pincolini Edições (2023), selo editorial da empresa Ana Pincolini Educação Permanente no SUAS. Mais recentemente, participei da redação e revisão geral da segunda edição do Protocolo de Gestão dos CRAS de Caxias do Sul (2024), contribuindo para retomar avanços que foram interrompidos nos anos da pandemia do novo coronavírus (que trouxe retrocessos a muitos CRAS, em especial, o recrudescimento do modelo individualizante e focalizado). É desse lugar e com base nessas experiências que quero contribuir para que você e sua equipe superem o plantão social e aprimorem a oferta do PAIF no seu CRAS.
Sim, com base no Decreto Nº 7.788/2012, os recursos oriundos do FNAS repassados na modalidade fundo a fundo podem ser gastos no cofinanciamento para a capacitação de recursos humanos e o desenvolvimento de estudos e pesquisas essenciais à execução de serviços, programas e projetos de assistência social. Para tal, podem ser utilizados recursos dos seguintes blocos:
Bloco da Proteção Social Básica (PSB): conforme a NOB-RH/SUAS, podem ser utilizados para custeio de capacitações, incluindo diárias e passagens no caso de eventos presenciais.
Bloco da Proteção Social Especial (PSE) da Média e Alta Complexidade (MAC): conforme a NOB-RH/SUAS, podem ser utilizados para custeio de capacitações, incluindo diárias e passagens no caso de eventos presenciais.
Recursos do IGD-M (IGD-PBF): podem ser utilizados para compra de inscrições para capacitação de servidores envolvidos no processo de acompanhamento das condicionalidades, gestão municipal do Cadastro Único de Programas Sociais e Controle Social. Além das inscrições, também podem ser utilizados para pagamento de diárias e passagens no caso de cursos e eventos presenciais (encontros, seminários e outros).
Recursos do IGD-SUAS: podem ser utilizados para organização, financiamento e participação em cursos e eventos, inclusive a participação dos conselheiros da sociedade civil.
Recursos do Programa Criança Feliz (PCF)/ Primeira Infância no SUAS: de acordo com a Portaria n° 664/2021 (art. 4º e art. 75), os recursos podem ser utilizados para viabilizar a participação da Equipe PCF em cursos e eventos de capacitação.
Sim. Além da contratação por empenho, é possível contratar por boleto, PIX ou transferência bancária. Cada município executa um procedimento específico. Disponibilizamos em nosso site os documentos necessários para contratação. Encaminhe para o Setor de Compras/Financeiro do seu município.
Em caso de dúvidas, entre em contato conosco por meio do email: [email protected]
SIM. Em função da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei nº 13.709/2018, que protege os direitos individuais de liberdade e privacidade, como o curso possibilita interação, ficando gravadas perguntas, falas e imagens dos participantes, a capacitação deve ser assistida AO VIVO. A gravação somente será disponibilizada por tempo determinado e mediante apresentação de atestado médico que comprove impossibilidade de assistir à aula na data e horário em função de afastamento de saúde. Consulte regulamento. Para melhor aproveitamento, orienta-se a utilização de fones de ouvido, microfone e câmera.
Sim. Os certificados serão disponibilizados a todos os participantes que estiverem presentes nas aulas.
Você pode pagar à vista no boleto ou em até 12x nos principais cartões. O pagamento no boleto leva até 48 horas para confirmação da inscrição. Já no cartão de crédito a confirmação é imediata. Prefeituras podem optar pelo pagamento por empenho.
Sim, pois o projeto pedagógico do curso foi elaborado seguindo os princípios da Política Nacional de Educação Permanente do Suas (PNEP, 2013). Com base nos critérios da PNEP, o curso é do tipo "Capacitação de Atualização".
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