Ana Pincolini

Trabalhando com grupos no SUAS: ênfase no PAIF e PAEFI

A primeira ferramenta prática construída especialmente para o reordenamento do processo de trabalho do CRAS por meio do aprimoramento do PAIF.

O curso trabalha as práticas coletivas no SUAS a partir de contribuições de autores da psicologia e do serviço social. Traz, ainda, referenciais teóricos comuns entre psicologia e pedagogia. Busca articular teorias de grupos (muitas delas produzidas antes do SUAS) com as orientações técnicas mais atuais do campo da assistência social, aplicando tais conhecimentos especialmente ao PAIF e PAEFI. Você conhecerá ferramentas gerais, que servem para aplicar em vários tipos de grupos no SUAS, especialmente os chamados pequenos grupos (oficinas com famílias, rodas de conversa, grupos operativos). Se você deseja ampliar as ações coletivas no seu CRAS ou CREAS e fortalecer o seu repertório teórico e prático, encontrará nesse curso algumas bases teóricas, técnicas e metodológicas para aplicação em vários tipos de grupos.  O curso oferece ferramentas e leituras para contribuir com maior segurança na condução de grupos e para o “aventurar-se” nessa modalidade de trabalho social com famílias e territórios permeada de desafios e de potência.

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JUSTIFICATIVA
Apesar do reconhecimento de que a vulnerabilidade, o risco e a desproteção social são fenômenos multifatoriais e atravessados por diversos determinantes, as práticas individualizadoras das chamadas “expressões da Questão Social” parecem ter capturado o cotidiano dos serviços do SUAS. Esse curso se justifica na medida em que busca “contagiar” profissionais e gestores para inverter essa lógica. Passados 20 anos do SUAS, cabe consolidar o protagonismo dos usuários e o seu fortalecimento enquanto cidadãos ativos e participantes – e isso passa pelas práticas coletivas. Para além de conferências e conselhos – que são, sim, espaços potentes de participação social – a participação cidadã é forjada na intervenção cotidiana, no olhar para o outro, para singularidades e para as alteridades, no “reacendimento” do convívio social e comunitário em um mundo cada vez mais ensimesmado em espaços individualizadores. Seria estranho se o SUAS tivesse escapado a esse contexto histórico individualizador: assim como muitos outros espaços e campos, a assistência social também foi capturada pelo contexto histórico atual. Mas já é hora de ser resistência e fazer isso com responsabilidade e segurança. Conduzir grupos e inverter a lógica do principal modelo de atenção e intervenção hoje utilizado nos CRAS e CREAS é mais do que uma questão metodológica: é uma questão ético-política que, por si só, já justifica a necessidade de oferta do presente curso.
 
PÚBLICO-ALVO
  • Profissionais de CRAS e CREAS, especialmente das áreas de psicologia e serviço social
  • Gestores de assistência social  
  • Estudantes de psicologia e serviço social 
 
 
OBJETIVO GERAL
  • Contribuir para ampliar e qualificar a oferta de ações coletivas no SUAS, em especial no PAIF e PAEFI  
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • Conhecer ou revisitar as principais abordagens teóricas sobre grupos
  • Articular o saber acumulado sobre práticas grupais e os documentos do SUAS
  • Ter segurança técnica ao planejar e ao conduzir atendimentos e processos de acompanhamento em grupo na assistência social, em especial, no PAIF e PAEFI
 
PROGRAMAÇÃO

AULA 1. 24/11/2026, das 08:00 às 10:00 – Uma conversa sobre grupos

      • O que move o SUAS na direção de grupos?
      • O que trava o SUAS na direção de grupos?
      • Não faça grupos se…
      • Grupos, serviço social e psicologia
      • Apontamentos teóricos sobre práticas grupais
 

AULA 2. 25/11/2026, das 08:00 às 10:00 – Princípios gerais de algumas teorias de grupos e sua aplicação aos grupos ofertados no SUAS

      • Afinal, o que é um grupo?
      • Explorando parte do universo de teorias de grupos aplicáveis ao SUAS
 

AULA 3. 26/11/2026, das 08:00 às 10:00 - Princípios práticos na condução de pequenos grupos

      • Planejamento de ações coletivas de atendimento e acompanhamento
      • Setting grupal
      • Condução e avaliação de processos grupais
      • Sigilo profissional
      • Considerações críticas
 

AULA 4. 27/11/2026, das 08:00 às 10:00 - Fazendo grupos no SUAS: tecendo a prática dos coletivos no PAIF e no PAEFI

      • Grupos, ações coletivas, processos grupais: de quais ações estamos falando?
      • Atendimentos em grupo
      • Acompanhamento em grupo
      • Trabalhando com grupos no Suas: produção e desafio
 
 
METODOLOGIA
  • Aulas online síncronas (ao vivo) por meio do Google Meet  com possibilidade de interação  
  • Fundamentação teórica e exemplos práticos 
  • Indicação de vídeos complementares  
  • Indicação de percurso de leitura
 
MODALIDADE DE EDUCAÇÃO PERMANENTE NO SUAS:
Modalidade conforme a classificação da PNEP/SUAS (Brasil, 2013): Capacitação Introdutória Carga horária das aulas síncronas: 08 horas aula Carga horária das atividades assíncronas: 12 horas (tempo estimado) Carga horária total da certificação: 20 horas
 
MATERIAIS COMPLEMENTARES
  • Indicação de percurso de leitura  
  • Vídeos complementares  

A principal transformação que o curso oferece é um caminho sistemático e organizado para a mudança no funcionamento do CRAS, indicando os passos para superar o plantão social e qualificar a oferta do PAIF.

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Investimento:

Para você ou prefeitura

Desconto de 10% na compra de três ou mais inscrições.

Empenho deve ser enviado até dia 24/03/2026

A inscrição inclui:

Docente:

Psicóloga pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, 2004), Mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2010), com pesquisa e dissertação na temática da violência sexual contra crianças e adolescentes. Servidora pública na Fundação de Assistência Social (FAS) de Caxias do Sul (RS) desde 2008, com atuação enquanto técnica de nível superior (psicóloga) no CRAS (2008 a 2013) e gestora – coordenadora do CREAS (2013 a 2017), Diretora de Proteção Social Especial (2017 a 2020), Diretora de Gestão do SUAS (2020 a 2023) e Gerente de serviços estatais da DGSUAS (2024). Atualmente, psicóloga da Diretoria de Projetos e Inovação Social (DPIS) e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA – Caxias do Sul), gestões 2023/2024 e 2025/2026. Foi docente dos cursos de graduação em Direito e Psicologia na Faculdade da Serra Gaúcha (FSG) entre 2016 e 2020, ministrando a disciplina de Psicologia Jurídica, e docente da especialização em Avaliação Psicológica, ministrando a disciplina de Avaliação Psicológica no contexto forense. Desde 2017, atua com educação permanente no SUAS por meio de cursos e participações em eventos presenciais e online e produção de conteúdo autoral de acesso gratuito no canal SUAS Conversas, no Youtube.

Palavra da professora:

De que lugar eu falo ao ministrar esse curso:

Contribuíram na construção desse curso a minha experiência de cinco anos enquanto psicóloga de um CRAS de grande porte em Caxias do Sul (RS), em que participei ativamente do processo de reorganização da unidade para superar o funcionamento “plantão social”, além de fazer parte do grupo que elaborou o primeiro Protocolo de Gestão dos CRAS de Caxias do Sul (2012). Esse curso também é fruto da experiência com consultorias prestadas aos CRAS de outros municípios entre 2015 e 2020, em que o principal objetivo da consultoria era a superação do funcionamento focado no atendimento pontual da demanda espontânea para acesso a benefícios eventuais, na lógica de plantão social. Dessas  experiências, nasceram o livro Psicologia que sobe morro e desce ladeira: vinhetas não [?] clínicas de atuação da psicologia no CRAS, publicado pela editora Appris (2021) e a ferramenta Funil de Aprimoramento do PAIF (FAP), que apresenta um método para superação do modelo “plantão social” por meio da compilação de experiências bem-sucedidas. A ferramenta FAP foi publicada pela Ana Pincolini Edições (2023), selo editorial da empresa Ana Pincolini Educação Permanente no SUAS. Mais recentemente, participei da redação e revisão geral da segunda edição do Protocolo de Gestão dos CRAS de Caxias do Sul (2024), contribuindo para retomar avanços que foram interrompidos nos anos da pandemia do novo coronavírus (que trouxe retrocessos a muitos CRAS, em especial, o recrudescimento do modelo individualizante e focalizado). É desse lugar e com base nessas experiências que quero contribuir para que você e sua equipe superem o plantão social e aprimorem a oferta do PAIF no seu CRAS.

Perguntas frequentes

A PREFEITURA PODE ADQUIRIR O CURSO COM RECURSOS FEDERAIS?

Sim, com base no Decreto Nº 7.788/2012, os recursos oriundos do FNAS repassados na modalidade fundo a fundo podem ser gastos no cofinanciamento para a capacitação de recursos humanos e o desenvolvimento de estudos e pesquisas essenciais à execução de serviços, programas e projetos de assistência social. Para tal, podem ser utilizados recursos dos seguintes blocos:  

Bloco da Proteção Social Básica (PSB): conforme a NOB-RH/SUAS, podem ser utilizados para custeio de capacitações, incluindo diárias e passagens no caso de eventos presenciais.  

Bloco da Proteção Social Especial (PSE) da Média e Alta Complexidade (MAC): conforme a NOB-RH/SUAS, podem ser utilizados para custeio de capacitações, incluindo diárias e passagens no caso de eventos presenciais.  

Recursos do IGD-M (IGD-PBF): podem ser utilizados para compra de inscrições para capacitação de servidores envolvidos no processo de acompanhamento das condicionalidades, gestão municipal do Cadastro Único de Programas Sociais e Controle Social. Além das inscrições, também podem ser utilizados para pagamento de diárias e passagens no caso de cursos e eventos presenciais (encontros, seminários e outros). 

Recursos do IGD-SUAS: podem ser utilizados para organização, financiamento e participação em cursos e eventos, inclusive a participação dos conselheiros da sociedade civil.  

Recursos do Programa Criança Feliz (PCF)/ Primeira Infância no SUAS: de acordo com a Portaria n° 664/2021 (art. 4º e art. 75), os recursos podem ser utilizados para viabilizar a participação da Equipe PCF em cursos e eventos de capacitação.  

 

MEU MUNICÍPIO PODE SE INSCREVER POR EMPENHO?

Sim. Além da contratação por empenho, é possível contratar por boleto, PIX ou transferência bancária. Cada município executa um procedimento específico. Disponibilizamos em nosso site os documentos necessários para contratação. Encaminhe para o Setor de Compras/Financeiro do seu município.

Em caso de dúvidas, entre em contato conosco por meio do email: [email protected]

O CURSO SERÁ OFERTADO SOMENTE AO VIVO?

SIM. Em função da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei nº 13.709/2018, que protege os direitos individuais  de liberdade e privacidade, como o curso possibilita interação, ficando gravadas perguntas, falas e imagens dos participantes, a capacitação deve ser assistida AO VIVO. A gravação somente será disponibilizada por tempo determinado e mediante apresentação de atestado médico que comprove impossibilidade de assistir à aula na data e horário em função de afastamento de saúde. Consulte regulamento. Para melhor aproveitamento, orienta-se a utilização de fones de ouvido, microfone e câmera.   

 

FORNECE CERTIFICADO?

Sim. Os certificados serão disponibilizados a todos os participantes que estiverem presentes nas aulas.

QUAIS SÃO AS FORMAS DE PAGAMENTO DISPONÍVEIS?

Você pode pagar à vista no boleto ou em até 12x nos principais cartões. O pagamento no boleto leva até 48 horas para confirmação da inscrição. Já no cartão de crédito a confirmação é imediata. Prefeituras podem optar pelo pagamento por empenho.

ESSE CURSO PODE SER VALIDADO COMO EDUCAÇÃO PERMANENTE NO SUAS?

Sim, pois o projeto pedagógico do curso foi elaborado seguindo os princípios da Política Nacional de Educação Permanente do Suas (PNEP, 2013). Com base nos critérios da PNEP, o curso é do tipo "Capacitação de Atualização".

O QUE É O FAP?

Clique aqui é conheça a primeira ferramenta de aprimoramento do PAIF (FAP)

Dúvidas?

Chama no suporte no whatsapp